Gestão das Emoções – 1 Maio 21
Alexandra, mas o que é que fazes nas atividades da Gestão das Emoções?
Isso mesmo. Gerimos Emoções……….
Levo um tema, uma atividade pensada, mas quase nunca levo ao fim … e porquê? Porque é no caminho que tudo acontece.
É estando atenta ao caminho… às expressões do rosto, dos olhos, à postura corporal, ao tom de voz que têm toda a informação que se precisa trabalhar. E às vezes temos que parar. Acolher, identificar a emoção que se está a sentir e perceber como melhorar.
O importante não é chegar ao final da sessão e ter algo para dizer fiz “isto” e mostrar… o importante é dar conta do que incomoda a criança, o jovem ou adolescente e trazer isso ao consciente. Perceber o que está por trás.
Eu não gosto que me contem as histórias das crianças. Eu gosto de percecionar o que elas sentem e como se sentem nos vários ambientes das suas vidas.
Nós pais não erramos de propósito. Nós erramos porque não sabemos acertar. Fazemos tudo com a melhor das intenções, no entanto as crianças não nos avaliam pela nossa intenção…. As nossas ações, fazem-nos sentir “algo” de forma instantânea, será que aquilo que eles sentem é maioritariamente algo que os faz sentir bem ou mal?
Eu não gosto quando me comparam a alguém, faz-me sentir frustrada e que não sou boa o suficiente e que não gostam de mim
Eu não gosto quando falam comigo sem olhar para mim, faz-me sentir ignorada
Eu não gosto quando me estão sempre a dizer o que eu não faço bem, faz-me sentir que não sou boa o suficiente e que não gostam de mim
E tu adulto, como te sentes nestas situações?
Como achas que as crianças se sentem?
Não é porque são crianças que sentem mais ou menos que nós. As emoções deles são exatamente iguais às nossas.
No workshop da semana passada falámos bastante sobre a nossa intenção e a forma como os nossos filhos nos percecionam, expliquei como é que o cerebro seleciona memórias e as leva para o inconsciente e partilhei até técnicas que nos ajudam a evitar o impacto negativo resultado das situações várias situações que ocorrem durante o dia, em que eles se sentem mal e que nós não conseguimos controlar.
Não tem que ser difícil, mas aceitar que há como fazer diferente para o melhor dos nossos filhos já é um passo muito importante.
Com amor,
Alexandra Leal dos Santos
Neurocoach das Emoções e Terapeuta Comportamental

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